Bom dia!? Jamais... Mau dia! É degradante, é repulsivo, é medíocre ver a cristandade e/ou o rebanho cristão, no lampejar de seu instinto coletivo não problematizante, consumir, consumir e consumir em nome de uma entidade imaginária, e se refestelar, se empanturrar, se engalfinhar nas ruas e supermercados no afã de uma confraternização de não sei o que... talvez da barbárie e da mediocridade consensual... Fico em cada, isolo-me, leio um livro, mas em hipótese alguma participarei desta festa pobre. Para não dizer que não falei das flores, vai aí uma mensagenzinha de natal, de coração, que traduz muito bem os meus sentimentos nesse dia tão lindo do ano:
"Chegou-me o estado máximo da mágoa!
Duas, três, quatro, cinco, seis e sete
Vezes que eu me furei com um canivete,
A hemoglobina vinha cheia de água!
Cuspo, cujas caudais meus beiços regam,
Sob a forma de mínimas camândulas,
Benditas sejam todas essas glândulas,
Que, quotidianamente, te segregam!
Escarrar de um abismo noutro abismo,
Mandando ao Céu o fumo de um cigarro,
Há mais filosofia neste escarro
Do que em toda a moral do cristianismo"
"CISMAS DO DESTINO" - AUGUSTO DOS ANJOS
Por Melliandro Galinari.

